BIOGRAFIA

Foi a partir da capoeira que Marquim deu início ao seu trabalho como artista. “A música sempre esteve presente na minha vida, mas é inegável que a capoeira me estimulou a desenvolver capacidades importantes para me tornar um músico. Foi também onde comecei a compor. A primeira banda da qual fiz parte, a Kayajhama, era formada por capoeiristas”.
“Na infância, meu avô tocava guitarra na igreja e eu sempre o via carregando o instrumento, que me encantava. Os hinos religiosos estavam presentes e posso dizer que também influenciaram na minha formação musical. O rap era outro ritmo muito presente, principalmente os Racionais MC’s e Facção Central, além da música soul, que era tocada nos bailes, mas também estava nas casas, nas ruas, na vida da favela. O funk chegou forte nos anos 90 e fez parte do que soava na periferia e que nós, favelados, nos identificávamos”.
Outra referência importante foi o reggae, sobretudo o trabalho de Bob Marley, “que transmite uma energia que não precisa saber o que ele está falando pra entender que é o bem. São temas fortes, abordados com leveza, expostos com suavidade. Isso me encanta, é o que tento fazer com minhas canções.
Ele conta que o violão sempre foi um companheiro, junto com um berimbau ou qualquer outro instrumento de percussão. “Nunca tive longas aulas de música ou instrumento, mas penso que tudo é uma grande escola. Me dedico intensamente à música desde 2009 e aprendo a cada dia com os artistas que tenho a honra de trabalhar e conviver, como a minha companheira, a compositora e musicista Iaiá Drumond, que considero uma grande mestra”.